Balanço 2007/2008

julho 10, 2008

Dia  24 de julho completam exatos 10 meses que estou na Espanha e, neste mesmo dia, embarco de volta para minha pátria amada. Nos meses de maio e junho eu praticamente morri para o mundo extra-universitário, meus dias se resumiam em comer, estudar, fazer trabalhos, comer mais, estudar mais e fazer mais trabalhos. Dormir? Quando dava eu tirava um cochilo da 1h às 7h… Foram sem dúvida nenhum os dois meses mais estressantes de todo a minha vida. O dia em que terminei o último exame semestral (pra quem não sabe aqui todos os exames são semestrais, não existe provinha no meio do cuatrimestre) foi o segundo dia mais feliz do mês, não podia acreditar que toda aquela saga de estudos tinha acabado.

Desde este dia estou de férias, aproveitando o verão (os 44º C de Sevilla), meus amigos, a Espanha, as praias, a Internet, meu notebook novo, as festas, os shoppings e tudo o que eu não pude aproveitar em maio e junho. Agora que estou a ponto de voltar para casa parei para fazer o balanço deste ano set 2007/julho 2008… Sem dúvida nenhuma um dos anos mais bem aproveitados e desgastantes que eu já tive na vida. Fora 14 matérias na faculdade (na verdade 13, mas como uma era anual conta como 2), curso de espanhol, aulas de italiano, viagens, festas, trabalhos para a Revista Café Babel (sim, ainda trabalhei no tempo “livre”), trabalhos também para o Monitor de janeiro a julho, amigos novos, reuniões, assembléias, congressos, jantas, tutorias com professores, MEU DEUS!

Confesso que no final de junho eu pensei em algumas coisas que poderiam acontecer comigo: ou ia ficar louca (é sério), ou eu ia ficar doente, ou ia desistir de alguma prova ou eu ia reprovar pelo menos nas 3 últimas (o que seria uma verdadeira m*** porque eu não teria a possibilidade de fazê-las outra vez). Depois de passar por tudo isso e agora estar aqui aproveitando minhas mini-férias, acordando as 11h da manhã, indo no cinema duas vezes por semana, viajando por aí, indo pra praia, realizando meus passatempos prediletos eu penso (pela segunda vez na vida): Eu tenho orgulho de mim!

Não só por ter passado em 12 matérias (uma eu só vou saber a nota em setembro e essa eu corro risco de reprovar), por ter tirado a 4ª nota mais alta da sala da matéria mais foda com as professoras mais bruxas da universidade (minha sala tem mais de 45 alunos nessa matéria, só pra constar), por ter trabalhado numa revista européia escrevendo artigos em inglês e espanhol, por ter aprendido espanhol perfeitamente, por ter dado um grande passo com o italiano e agora só falta aprender a escrever certo e conjugar direito os tempos passados, por ter trabalhado para o Monitor e ter feito algumas matérias realmente boas reconhecidas por muita gente… estas são coisas que com esforço, empenho e dedicação qualquer um pode conseguir, é só querer.

O que mais me deixa orgulhosa é saber que saio daqui com grandes e verdadeiros amigos, grandes contatos profissionais, grandes oportunidades para o futuro, grandes conhecimentos e grandes lições. Além disso, cada vez que visito um país diferente me orgulho mais ainda de ser brasileira, apesar de tudo. Nosso país e nosso idioma nos abrem portas que muitas vezes não nos damos conta ou não damos o valor apropriado… Enfim, posso dizer que eu me sinto muito feliz de voltar com tamanha bagagem. Depois de muitas coisas que eu vi por aqui, me orgulhei ainda mais por ter sabido aproveitar a oportunidade que a universidade me proporcionou (e que eu batalhei pra conseguir, claro), por ter valorizado meu dinheiro gasto (que não foi pouco) e por ter concluído um ano de uma maneira surpreendente.

Agora é hora de voltar para casa e correr atrás dos estresses do próximo semestre!

(Mas confesso que o fato de estar na minha universidade, falando meu idioma, com os professores que eu conheço e com o sistema que estou acostumada, vai me fazer olhar pra tudo isso com oooooooutros olhos…)

Anúncios

Agora sim, uma tourada.

maio 8, 2008

Em primeiro lugar quero pedir desculpas aos (persistentes) leitores do meu blog. Sei que ele não tem um ritmo, uma periodicidade e é que um saco ficar entrando pra ver se tem algo novo (e quase nunca ter hehe), mas é que eu realmente não consigo manter esta coisa funcionando bem. Além da falta de tempo (principal fator) eu meio que enjôo de ficar descrevendo sempre as coisas que acontecem comigo. (tá, então pra que eu tenho um blog?)

Bom, esse evento merece descrição (e com detalhes). Tarde de vinte e sete de abril de dois mil e oito, o dia em que eu vi 6 touros (novillos) serem mortos diante dos meus olhos. Por quem? Ninguém mais ninguém menos que estes tão corajosos, viris e machões espanhóis denominados toureiros (ou novilleros, no caso). No começo era tudo lindo, pura adrenalina. O touro entrando na arena, o carinha esperando ele de joelhos parecendo que ia levar uma chifrada na cara, o povo todo na expectativa… Logo ele entra, os toureiros (sim, no começo tem uns seis carinhas que ficam ali enchendo o saco do touro) e dão um show de habilidade, concentração e coragem. Ficam só ali com os capotes dando olé no touro. Até aí, o espetáculo é muito bonito.

Entra o picador, um homem em cima de um cavalo vendado (claro, imagina o cavalo sem a venda) e enfia uma lança no pescoço do touro (pela parte de cima), o touro se enfurece começa a andar de lá pra cá que nem um louco, querendo chifrar tudo que vê pela frente. O sangue começa a jorrar. Entram os picadores sem cavalos (que têm nome especial, mas agora mesmo  me esqueci) e cada um deles (são 3) metem 4 lanças cada um nas costas do touro (vai um de cada vez, cada um mete 2 por vez). Essas são umas lanças menores que ficam presas no touro rasgando a pele deles e picando em cada movimento que eles fazem. Jorra mais sangue e começa a escorrer. O contraste do vermelho com o pelo preto do touro é algo que faltam palavras pra descrever.

Saem todos os toureiros “ajudantes”, picadores e etc e fica só uma pessoa, o toureiro “master” (nome inventado por mim, não existe ok?). Esse dia eram 3 novilleros e esse primeiro, Agustín de Espartinas, estava se despedindo como novillero para ser toureiro de verdade. Ele é um dos espanhóis mais lindos que eu já vi na minha vida, tem um sorriso encantador e tem 22 anos… ok, voltemos para a tourada. Ficou ali toreando com o animal já machucado, irritado, louco e agitado e no fim matou o bicho ali. Cada um tem aproximadamente meia hora para matar o touro, assim que o espetáculo foi das 18h30 às 21h30, pois eram 6 animais pra serem mortos.

Bem, em suma é esse o ritual. O detalhe é que ele acontece 6 vezes, cada vez revezando os toureiros. Cada um mata 2 touros na tarde. Este mesmo guapísimo Agustín nesse dia ganhou a orelha do touro (sim eles cortam a orelha do touro ali na tua frente, jorra mais sangue e ainda fica escorrendo tudo pela arena e o toureiro desfila com a orelha do touro pela arena) porque ele toureou super bem, daí o pessoal todo que tá na arquibancada começa a chacoalhar um lenço branco (eu era a unica que nao tinha um) para dizer que ele merece a orelha. Vendo isso, o presidente da tourada, ou da comissão de toureiros, sei lá, também chacoalha um lenço pra dizer que o cara merece a orelha. Se ele não chacoalhar, nada de orelhinha. (Quando é com touros e não com novillos, se corta o rabo).

Tinha um tio atrás de mim que era simplesmente aficcionado por tourdas e não calava a boca um minuto. Passados uns 45 minutos eu fui obrigada a pedir explicações pra ele sobre todo o “evento”. Quando eu chamei a muleta (o pano vermelho do toureiro) de “pañuelo” ele quase se matou de rir da minha cara, mas tudo bem. Ele ficou todo empolgado de me explicar a tourada e a cada meia hora perguntava se eu tava gostando. Eu, muit sincera, dizia “na verdade eu to odiando”. Ele não entendeu porque e disse que já ta acostumado a ver aquilo desde criança, que é um espetáculo lindo e uma prova de virilidade dos meninos. Eu disse que eu não gostava que matassem os bichos assim e ele me disse “você não come frango? Eles também morrem” e eu “Sim, mas não sofrendo na frente de todo mundo, eles têm o pescoço quebrado e deu” e ele “Em compensação, eles passam a vida toda ali no galinheiro presos com centenas de outros bichos. Você não idéia de como é criado um touro desses, tem mais regalias que uma criança rica. Passa 5 anos da vida comendo do melhor, ficando no melhor lugar, fazendo exercícios, sendo melhor tratado que muita gente por aí” e eu “Sim e só porque eles vivem bem significa que eles têm que morrer assim, sofrendo?” e ele “Pois é, guapa, são coisas culturais. Se for pensar nos bichos então ninguém mais come nada de origem animal…”

Essa frase ficou martelando na minha casa durante muito, muito tempo. Na verdade continua. Estou um dilema que nunca pensei que estaria. Ou eu aprecio o espetáculo e continuo comendo frango e peixe (porque já não como nenhum outro tipo de carne) ou digo que tudo isso é um absurdo, que touradas são ridículas e viro vegetariana. E agora, José? Que que eu faço? Eu não posso dizer que eu acho um absurdo matar os touros e comer carne (ainda que seja de frango ou peixe). Tampouco posso achar lindo que os matem desse jeito e deixar de comer peixe. Definitivamente, não sei o que pensar a respeito. No último domingo me peguei em frente a TV vendo uma tourada (que estava acontecendo na Real de la Maestranza, a exatos 4 minutos a pé da minha casa, dava para ouvir as cornetas daqui). Estava ali na expectativa de ver um touro chifrar um toureiro, arrastá-lo pela arena, chifrar suas partes íntimas ou qualquer coisa do tipo. Mas depois pensei, será que era isso mesmo que eu queria ver ou estava ali, já tomada pelo espírito de ver o combate entre o homem e o animal sem torcer para nenhum, simplismente esperando o resultado? Fiquei um pouco assustada comigo mesma. E fiquei na frente da TV das 18h30 às 21h30.

Realmente essa coisa me balançou. Ainda me lembro quando o 5º touro já não podia mais andar e ficou parado na arena gritando e chorando e todo o público xingando que aquele touro era de  má qualidade. Ele ali, sofrendo, imagino eu que sentindo dores horríveis, chorando, parado e o toureiro ali tentando tourear (porque se ele não consegue fazer o touro se mexer fica feio pra ele também…). Nessa hora eu não aguentei, o touro gritava como um porco quando morre (sabe aquele barulho de tortura?) e meus olhos começaram a lacrimejar (é assim que se escreve?). A descrição da minha cara nesse momento devia ser uma coisa muito divertida porque misturava pavor, pena, medo, angústia e dor. Não deu pra me conter…

E mesmo assim no outro final de semana ali estava eu vendo a mesma coisa no CanalSur (tudo bem um dos toureiros desse dia também era suuuuper guapo, mas não foi por isso que eu liguei a TV).

Não sei. Não sei. Realmente não sei. Admiro um toureiro pelo seu talento e habilidade e continuo a comer frango e peixe ou repudio totalmente essa prática e viro vegetariana? As duas coisas ao mesmo tempo não posso fazer. Só quem viu ao vivo sabe do que to falando

 

Podem acessar os vídeos no http://br.youtube.com/user/gabiaforlin

Era uma vez uma tourada

abril 20, 2008

Cortando um pouco minha aventura africana, quero contar o que aconteceu hoje…

A última semana em Sevilla foi simplesmente o caos meteorológico. Dias lindos de sol com pancadas violentas de chuva (e um vento fdp da porra que carregou tudo pela cidade) que ninguém entendia mais e nem sabia com que roupa sair…

Pois bem, este domingo queriamos ver uma tourada (só pra não dizer que eu saí da Espanha sem ver uma, já que eu acho a coisa mais estúpida e idiota que tem pra se fazer com um touro e uma pessoa) depois da feijoada de almoço da reunião das Nações Unidas aqui em casa (Franceses, Mexicanos, Porto riquenhos, Italianos, Brasileiros e Espanholes).

Eram 18h05 quando mandei as visitas embora (bela anfitriã) porque ligamos para a Plaza de Toros e nos informaram que ia ter a tourada e que a chuva que tinha dado antes não tinha interferido na arena. Pois bem, saímos, compramos ingresso, entramos na arena, sentamos na arquibancada por uns 10 minutos quando passou uns carinhas com umas plaquinhas dizendo que a tourada tinha sido adiada. JODER!

O mais legal foi ver todo mundo jogando as almofadinhas que se aluga no meio da arena, só pro pessoal ter que juntar tudo depois hehehehe espanhóis se revoltando são engraçados… Amanhã pelo menos podemos pegar o dinheiro de volta na taquilla. E domingo que vem se nos apetece (e se não chove) vamos tentar ver uma outra vez. A pena foi para os pais da Cristina (minha flatmate italiana) que ficam aqui até terça e não vão ter a oportunidade de ver uma tourada espanhola. Pero bueno, shit happens!

 

AH,  respondendo a pergunta do Joel no último post. SIM, TODO MUNDO NO MARROCOS SE CHAMA MOHAMMED hehehe é suuuuuuuper comum, mais que José e João da Silva ;O

Amanhã continuo com a aventura africana

O dia em que eu pisei na África (2)

abril 11, 2008

O tour pela cidade de Tanger me deixou simplesmente boquiaberta. Uma voltinha de aproximadamente 40 minutos no nosso ônibus foram suficientes para me deixar com vontade de voltar àquela cidade um dia. Ao passar pelo centro, moderno e bonito, já me deparo com o que não estou acostumada a ver: muitos homens pelas ruas e poucas mulheres. Além disso, todas (sem exceção) com o lenço na cabeça e muitas delas com o rosto também tampado. Ao passar pelo consulado espanhol, duas filas gigantes de pessoas esperando atendimento para tentar conseguir o visto para a Espanha, isso pra mim já é algo familiar. Portadora de passaporte brasileiro, sempre enfrentei longas filas à espera de conseguir um visto para um país desenvolvido.

Subindo até zona rica da cidade, que está numa parte super alta, tive uma das vistas mais bonitas que já apreciei. O céu azul e limpo e o sol radiante também ajudaram, mas aquele marzão de água azul profundo é bonito até em dia de chuva (pude comprovar na volta). Mas não foi a beleza natural que mais me impressionou nessa parte da cidade, foram as construções. Nosso guia local, Mohammed, sabia exatamente de quem era cada palácio e cada vez que ele falava eu ficava simplesmente de cara. Eu não tenho palavras para descrever o tamanho daquelas construções; só para vocês terem uma idéia, um dos palácios (esse era de um dos todo poderosos da Arábia Saudita) tinha um estacionamento com espaço para 50 (sim, CINQÜENTA) limousines (não sei como se escreve…). Vocês tem noção do que é isso? E era só o estacionamento… Os outros palácios eram em sua maioria dos árabes poderosos do petróleo, mas também tinha o palácio do Rei de não sei onde, do Príncipe de não sei o que (que às vezes passam anos sem pisar no local). Até o atual Rei da Espanha, Don Juan Carlos, morou alí no bairrinho pobre durante 13 anos. Os palácios desse bairro me deixaram mais impressionadas do que as mansões do canal de Miami que visitei uma vez de barco (onde está a casa do Silvio Santos, da Xuxa, do Al Capone…). Não só pela sintuosidade, exagero e tamanho, mas principalmente porque eu não imaginava que havia gente TÃO rica na África…

Saindo de Tanger fomos para Volubilis, cidade romana onde as ruinas são um espetáculo. Os mosaicos ainda intactos e as colunas das ordens coríntians, dóricas e jônicas são simplesmente demais. Apesar do calor, as duas horas de caminhada em meio as ruinas valeram muito a pena! Na verdade o que mais me divertiu foi o guia desse passeio. Um carinha muito engraçado que falava itañol, portuñol e spanglish, morri de rir com ele!

Saindo de Volubilis fomos diretamente a Mekness, onde tivemos uma vista panorâmica da cidade e depois visitamos os mercadillos, uma mezquita (tirar os sapatos pra entrar pra rezar é uma coisa que eu nunca iria me acostumar eu acho…) e o centro. Mais uma vez, os bares cheios de homens sentado na porta bebendo seus cafés e nenhum, NENHUMA, mulher com eles. Já a mesquita estava cheia delas. As que estavam na rua, como já havia visto em Tanger, estavam super cobertas, mas dessa vez ainda vi algumas jovens que se vestiam ao estilo ocidental…

Saindo de Mekness fomos para o hotel em Azrou que fica no meio Atlas. Chegando ali, banho, janta, cama.

(CONTINUA…)

O dia em que eu pisei na África

abril 9, 2008

Depois que comecei a estudar Jornalismo e virar amante dos documentários sobre países pobres e dos filmes no estilo “Tiros em Ruanda”, “Diamante de Sangue”, “A Cor Púrpura” e afins, me tornei também uma aficionada pela África. África em seu sentido mais amplo: continente, cultura, comida, guerras, pobreza, religião, economia, pessoas, enfim, tudo!

Quando soube que viria a Espanha não pensei duas vezes em planejar ao menos uma viagem ao continente mais pobre do mundo.  Sevilla está quase alí, apenas 3 horas de ônibus do estreito de Gibraltar que nos leva diretamente ao solo africano através do Ferry. Navegando pela Inernet e vendo alguns cartazes pendurados pelas paredes da universidade descobri vários pacotes interessantes de agências que fazem viagens a África. Por questões financeiras (apesar de não ter sido suuuuuuuper barato), geográficas e pessoais (sim, eu assisti O Clone) escolhi ir para o Marrocos. Quatro noites e cinco dias (que por motivos de força maior se estenderam para cinco noites e seis dias). O roteiro incluia vários lugares interessantes como Tanger, Fez, Volubillis, Meknes e, o principal motivo por eu ter ido, o deserto do Saara.

Peguei o ônibus às 5h30min en Sevilla para chegar a Tarifa e tomar o Ferry as 9h (ou 10h, agora mão me lembro…). Chegando no porto, passamos pela imigração, deixamos a mala no térreo do Ferry Fast e logo partimos a caminho do porto de Tanger. Céu azul, vento primaveral, sol radiante, pouco vento no estreito e o um dos mares mais azuis que eu já vi na vida. O dia estava simplesmente perfeito. Dentro do barco nossa única tarefa era “sellar” os passaportes com o carimbo de entrada ao Marrocos. Quarenta minutos depois de partir, chegamos a Tanger.

A saída foi um pouco caótica com um montão de gente de empurrando, pisoteando, gritando, brigando e etc. Mas nada que tirasse a minha empolgação de estar ali, sob o céu e sobre o solo que eu tanto desejei estar. Como fui com um grupo de pessoas, não me senti perdida e mal vista em nenhum momento, afinal não era só para mim que as pessoas dalí olhavam com cara esquisita.

Saída do Ferry, trocar Euros por Dyrham (a moeda local, que vale aproximadamente 11,24. Ou seja 1 euro = 11.24 Dyrhams. Por um momento me senti rica!), conhecer o guia local, Mohammed, que nos acompanhou por toda a viagem juntamente com o guia espanhol, pegar o ônibus e partir para a visita a Tanger.

Nesse dia começou minhas surpresas, e eu nunca pensei que pudesse ver tanta beleza em um país tão discriminado pelos espanhóis.

(CONTINUA…)

Portugal

fevereiro 16, 2008

Sempre tive uma imagem muito feia de Portugal na minha cabeça. Era tudo velho, feio, sujo, tudo grudado uma coisa na outra, tudo meio cinza como Londres e Paris, enfim, um lugar que só queria conhecer por causa das nossas raízes históricas…

Mal sabia eu que o que me esperava nesse país eram cidades tão lindas e modernas, um céu tão azul, um povo tão hospitaleiro (às vezes até demais) e o um clima e uma energia tão boa. Chegamos à Lisboa ás 4:38 da manhã e tivemos a oportunidade de ver como a cidade se desperta: lindo! Não apenas por ser a capital, Lisboa tem todo um encanto que conquista a todos que a visitam.

Tem sua parte antiga e tradicional, tem prédios moderníssimos, tem o Tejo tem toda a parte de Belém, tem suas subidas (haja perna para andar por lá), enfim, uma atmosfera que surpreende. Outra super vantagem é que desde ali se pode a ir a vários lugares, como acabamos fazendo. Fomos a Sintra em 40 minutos de trem, a Cascais em 30 minutos e a Estoril que era no Caminho de Cascais. Esses, também 3 lugares mágicos!

Sintra é essencialmente medieval, cheia de castelos, palácios, museus e MUITO boa comida.

Cascais e Estoril são praias lindas que merecem ser visitadas.

Isso tudo sem contar a cozinha Portuguesa. Gente, que que é aquilo? Bolinho de Bacalhau e Pastel de Belém virarão uma das minhas comidas preferidas. Bacalhau já não gostei, muito forte. Fiquei só no salmão e no dourado grelhado…

Outra atração que não se pode perder em Portugal é o Fado. Fomos na Alfama (um dos bairros antigos e típicos de Portugal) onde tem uma casa de Fado ao lado da outra, dá pra escolher tranqüilo. Como era domingo, por algumas horas tivemos apresentação exclusivamente pra gente, foi demais! (O que não me agradou muito foi a conta no final, mas isso é coisa que a gente faz uma vez na vida, né…)

Indo a Portugal comprovei nossas piadas que os portugueses são meio burrinhos, nada contra e sem ofensas, mas sabem que é verdade? De vez em quando durante o dia tu vê umas mancadas engraçadas do povo, mas tudo bem. Fora isso, eles são um povo muito hospitaleiro  e gentil, realmente me surpreendeu já que aqui na Espanha e na Itália (que são considerados os países “latinos” da Europa) são, em maioria, um bando de gente grossa.

 Nota 9,0 pra Portugal! Só não dou 10 porque o amigo vesgo da Zélia Duncan me traumatizou… (mas isso é história pra outro post)

 Bacino bacino

ciao ciao

Examenes (2)

fevereiro 16, 2008

Oi gente!!!

 Lendo a última frase do post anterior eu descobri que eu realmente posso confiar no meu taco: aprovei Jornalismo Esportivo! Aqui na Espanha a média é 5 e eu aprovei com 6,5 (o que não é uma nota alta no Brasil, tampoco convincente pro meu nível auto-crítico, mas pelo menos aprovei). Em câmbio, minha decepção foi Estética que eu pensei que seria minha nota mais alta e eu aprovei com 6 (!). Era dividida em 2 exames que valiam 5 cada um; eu pensando que ia tirar no mínimo 3,5 em cada um, tirei 3,5 no segundo e DOIS e meio no primeiro… holy fucking shit!

 Agora to na espera das minhas outras 6 notas, já que aqui eles demoram séculos pra dar os resultados… Se não reprovei Esportivo acho que não reprovo mais nenhuma (apesar de estar insegura com Análisis e Tecnología…)

 Esse semestre minha lista de matérias é:

Configuración Tecnológica de los Preocesos Periodísticos (leia-se Radiojornalismo)

Opinión Pública

Introducción a la Fotografía

Periodismo Especializado (essa continuo com ela porque é anual)

Inovaciones Tecnológicas en Peridodismo

Periodismo Científico

Fotoperiodismo

 Como esse semestre é super curto e as matérias são essencialmente práticas, vou estar agobiada atéééééé o pescoço! Mas é isso aí, vida monótona ninguém merece. It’s such a rush!!!

Examenes

janeiro 18, 2008

Sim sim sim, ontem começou meu mês de exames e eu pude abri-lo com chave de ouro! Estética de la Comunicación foi o primeiro e eu fui altos bem! O que me deixou feliz foi que vou aprovar essa matéria com nota alta e ainda convalidá-la no Brasil (no aula com o Isaías hehehe…). Além disso, ontem terminei (ALELUIA, FINALMENTE, DEUS É GRANDE) meu trabalho de Introducción a Realización Audiovisual. É que como todo mundo deixou pra última hora, era praticamente impossível reservar cabinas de edición digital para usar o maldito (menrita, bendito!) Final Cut, assim que eu demorei 1 semana pra juntar 10 entradillas e uma notícia em una miniDV (e fazer a montagem toda, claro…). Já recebi 3 e-mails do meu grupo agradecendo, me chamando de tesouro, de estupenda e “o que a gente faria sem ti” hahahaha adooooooooooro! Bom, não que tenha feito graaaaaaandes coisa, mas é que no meu grupo ninguém sabia editar. E confesso que eu fiquei com a parte mais divertida apesar das horas na fila para coger uma cabina e das brigas com o Pepe (o tio que é responsável pelas cabinas, de entregá-las para gente). Por que? Simplesmente porque o resto do grupo fez a minutage e a escaleta que é muuuuuuuuuuuito chato de fazer! Ah, no fim também vou fazer o guión que não é lá ulta divertido mas não chega aos pés da chatice de fazer uma minutage de um bruto de mais de 20 minutos! (Seguro que alguém ler isso aqui não vai entender do que eu to falando, mas eu preciso desabafar haha) 

 O que me desespera no momento é a matéria de Tecnologia de la Información Periodística Cibernética que a gente tem (POR COJONES!) que gravar nossos dois telejornais semana que vem e tem gente do meu grupo que ainda não tem as duas noticias prontas. Outro pequeno detalhe é que só uma guria do meu grupo “sabe” (bem mais ou menos) se defender nos platós, o resto não sabe basicamente nada, incluso eu. Estamos num grupo de 7, quando para os nossos platós se precisam de no minimo 11. LEGAAAAAAAAAAAAAL. Por favor, rezem por mim porque eu preciso muito aprovar essa matéria!

 Agora me resta estudar para o próximo exame: Jornalismo Esportivo. Tirando o detalhe que eu conheci o professor semana passada e não fui em  nenhuma aula, minhas chances de aprovar não são lá muito esperançosas. Mas tudo bem, eu confio no meu taco! (eu acho)

 Beijos pra quem lê!

Fotolog do Starbucks (2)

janeiro 18, 2008

Olha eu ali de novo!

http://www.fotolog.com/starbucks/37322272

Vídeos

janeiro 10, 2008

Querem conferir um pouco das minhas andanças?

http://es.youtube.com/profile?user=gabiaforlin

 ;*