Archive for julho \23\UTC 2008

Red Bull X-Fighters Madrid 2008

julho 23, 2008

Por favor, leiam o post no Pega no meu e se der tempo, comentem lá… (é que quero ganhar um pen-drive hehehehe)

http://peganomeu.wordpress.com/2008/07/23/red-bull-x-fighters-madrid-2008/

Juro que o post e os vídeos valem a pena!

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Sem palavras para descrever o Guernica

julho 20, 2008

Desde que estudei sobre a Guerra Civil Espanhola no colégio, fiquei com a imagem no Guernica na cabeça e pensando se algum dia poderia vê-lo pessoalmente. Pois este dia foi ontem. Três das minhas últimas horas em Madrid foram dedicadas ao Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (poderia tranqüilamente ter sido mais horas, mas eu estava correndo contra o tempo) e foi lá que “dei de cara” com o gigante Guernica.

Sim, gigante. O quadro é, pelo menos, 10 ou 12 vezes maior do que eu imaginava (tem 7,77m X 3,49m) e ainda por cima transpassa um turbilhão de sensações enquanto se olha. Havia dois seguranças, um em cada lado do quadro, e o pessoal tem que apreciá-lo a uma certa distância (creio que uns 5 metros). Pessoalmente acho inútil colocar dois seguranças, duvido que alguém tente roubar uma tela desse tamanho hehe

É um quadro incrível, todos deveriam ter a oportunidade de vê-lo de pertinho um dia. Picasso é demais, já estive no Museu Picasso em Málaga (cidade onde ele nasceu) e me fascinava mais a cada sala que entrava. Cubismo é um dos meus estilos de arte favorito, mas o cubismo feito por Picasso é ainda mais especial. É impressionante como o cara consegue transmitir tantos sentimentos através de formas geométricas, que na minha cabeça são tão frias e sem emoção.

Aproveitando, deixo o link de uma artista estadounidense que representou graficamente o Guernica em 3-D. É demais! Além disso, ajuda a entender melhor cada desenho para aqueles que só conseguem enxergar “rabiscos” na tela:

http://www.lena-gieseke.com/guernica/movie.html

Logo, logo mais novidades de Madrid!

A cidade das Artes e das Ciências

julho 14, 2008

Quem vem para a Espanha não pode deixar de conhecer Valencia. Nao só pela famosa gastronomia (nunca comi tanta paella na vida), mas pela união de antiguidade e modernidade que se encontra na cidade (olha, rimou!). A parte do centro histórico me lembrou muito Sevilla, mesmo estilinho: pracinhas, fontes, barzinhos com as mesinhas todas fora, torres, muralhas, igrejas gigantes, muita construção de pedra, etc. Já a parte moderna, JESUISDOCÉUQUEQUEÉISSO!? Simplesmente maravilhosa! É por esse motivo que essa parte da cidade é chamada de “Cidade das Artes e das Ciências”. São quatro construções animalmente animais que necessitam de pelo menos 3 dias para serem conhecidas totalmente. A primeira delas é o “Palau de las Arts” (Palácio das Artes) que tem formato de um olho humano (pensa num prédio com essa forma, cara!), a segunda é o “L’hemisfèric” (onde tem um IMAX dentro =D),  a terceira é o “Museo de las Ciencias Príncipe Felipe” e a quarta é o “L’Oceanogràfic” (uma espécie de Sea World).

Sei que os nomes parecem hora espanhol, hora portugês, hora francês, hora inglês, hora italiano: isso se chama catalão. Em Valencia (além de Barcelona) também utilizam muito o idioma. Os valencianos têm um sotaque agradabilíssimo, os sons dos C e dos S são super engraçadinhos… Além disso, ô povo gentil e educado, MEU DEUS! Não sei se é porque vivi em Sevilla tanto tempo (os andaluzes em geral são uns grossos da porra) ou se porque o povo ali é realmente mais educado que o normal. Em Valencia é cheeeeeeeeeeeeeeeeio de italianos (mais um motivo para passar um tempinho da cidade hehehehe). Muitos deles vieram me pedir informação na rua, eu lá tenho cara de espanhola por acaso?

Valencia também é a cidade onde mais tem pontes sem rio embaixo que eu já vi na vida! Todas as pontes que ligam as duas partes da cidade estão sobre campinhos de futebol e parques (que estão sempre cheios de gente passando tempo). Valencia não está no meu TOP 10 de melhores cidades do mundo (estive em pouco mais de 80), mas com certeza vale a pena visitar!

Viva em Barcelona!

julho 11, 2008

Pela primeira vez na vida consegui fazer o log-in de primeira pra entrar aqui no blog. Minha atividade na blogosfera é tão parada que eu sempre tenho que fazer no mínimo duas tentativas até acertar a senha… O que me inspirou a escrever aqui hoje foi ninguém mais ninguém menos que a Marina. Sim, parei pra ler pelo menos os últimos 30 posts que ela escreveu, o que definitivamente, me inspirou. Como não tenho 1/37 avos do talento dela para escrever sobre mim mesma, minha vida, minhas crises, minhas contradições, vou escrever sobre o que cabe a mim: viagens. Ler os textos dela simplesmente me deram vontade de escrever. Talvez também porque eu esteja me remoendo de vontade de escrever para alguém, mas tô sem coragem. Entao vamos soltar palavras por aqui… Obrigada, Ma.

Começando, eu quero dizer que todo mundo tem que morar em Barcelona por algum tempo. Visitar não basta. A terra dos grandes Gaudi e Mirò é a uma das cidades mais impressionantes que já visitei. As ruas lotadas de gente 24h por dia, as construções impressionantes, a Vila Olímpica, o Parc Güell, o Estádio do Barça (o maior da Europa), o Montjuic, o Porto e claro, a Sagrada Família. Essa merece atenção especial.

Quando me deparei com ela não consegui fechar a boca por pelo uns 3 minutos, fiquei meio sem fala também. A parte construída por Gaudi ainda está intacta, e a parte que está sendo construída nem preciso dizer que é nova, dãr. O final da construção contará com 18 torres, 12 representando os apóstolos, 3 representando a Santíssima Trindade e 3 representando a própria Sagrada Família. Por enquanto a Igreja conta com 8 torres e Gaudi levou 40 anos construindo a parte dele. Com essas informações dá pra imaginar que ainda falta muuuuuuuito pra ficar pronta… A construção atual é feita com doações anônimas, com o dinheiro da entrada que se paga pra ver a igreja por dentro e com uma parte do dinheiro público, quando “sobra” pra isso. 

Quando eu vejo coisas desse tipo entro em crise (ultimamente tô percebendo que tudo me faz entrar em conflito comigo mesma): acho um absurdo gastar tanto dinheiro com uma construção enquanto morre tanta gente de fome no mundo ou admiro um governo que além de manter a qualidade de vida do seu povo ainda tem dinheiro pra investir num troço desse?  Vaya tela! Como diriam os espanhóis…

Voltando a Barcelona, as praias são incríveis, as pessoas são incríveis, o catalão é incrível e o sotaque deles falando espanhol é a coisa mais fofa desse mundo! Imagine São Paulo, com 10 vezes menos gente, com construções 10 vezes mais bonitas, com praias 10 vezes melhores e com gente de 10 nacionalidades diferentes em cada esquina. É simplesmente O MÁXIMO! Uma cidade cosmopolita, que não dorme, que tem absolutamente tudo que se pode querer numa cidade e que ainda tá ali pertinho da França, pra quando você quiser dar uma voltinha em Lyon ou em Paris…

Recomendo o passeio com o ônibus turístico que tem 3 rotas (uma pelo norte, uma pelo sul e uma pelo leste da cidade) com mais ou menos 22 paradas em cada rota (você pode subir e bajar do bus quando quiser). Além de conhecer a cidade toda, ainda te dão um monte de descontos para as atrações da cidade e pra uma penca de restaurantes. Recomendadíssimo!

Agora fico por aqui, são 1h38min e amanhã cedo me vou de compras!!!

Balanço 2007/2008

julho 10, 2008

Dia  24 de julho completam exatos 10 meses que estou na Espanha e, neste mesmo dia, embarco de volta para minha pátria amada. Nos meses de maio e junho eu praticamente morri para o mundo extra-universitário, meus dias se resumiam em comer, estudar, fazer trabalhos, comer mais, estudar mais e fazer mais trabalhos. Dormir? Quando dava eu tirava um cochilo da 1h às 7h… Foram sem dúvida nenhum os dois meses mais estressantes de todo a minha vida. O dia em que terminei o último exame semestral (pra quem não sabe aqui todos os exames são semestrais, não existe provinha no meio do cuatrimestre) foi o segundo dia mais feliz do mês, não podia acreditar que toda aquela saga de estudos tinha acabado.

Desde este dia estou de férias, aproveitando o verão (os 44º C de Sevilla), meus amigos, a Espanha, as praias, a Internet, meu notebook novo, as festas, os shoppings e tudo o que eu não pude aproveitar em maio e junho. Agora que estou a ponto de voltar para casa parei para fazer o balanço deste ano set 2007/julho 2008… Sem dúvida nenhuma um dos anos mais bem aproveitados e desgastantes que eu já tive na vida. Fora 14 matérias na faculdade (na verdade 13, mas como uma era anual conta como 2), curso de espanhol, aulas de italiano, viagens, festas, trabalhos para a Revista Café Babel (sim, ainda trabalhei no tempo “livre”), trabalhos também para o Monitor de janeiro a julho, amigos novos, reuniões, assembléias, congressos, jantas, tutorias com professores, MEU DEUS!

Confesso que no final de junho eu pensei em algumas coisas que poderiam acontecer comigo: ou ia ficar louca (é sério), ou eu ia ficar doente, ou ia desistir de alguma prova ou eu ia reprovar pelo menos nas 3 últimas (o que seria uma verdadeira m*** porque eu não teria a possibilidade de fazê-las outra vez). Depois de passar por tudo isso e agora estar aqui aproveitando minhas mini-férias, acordando as 11h da manhã, indo no cinema duas vezes por semana, viajando por aí, indo pra praia, realizando meus passatempos prediletos eu penso (pela segunda vez na vida): Eu tenho orgulho de mim!

Não só por ter passado em 12 matérias (uma eu só vou saber a nota em setembro e essa eu corro risco de reprovar), por ter tirado a 4ª nota mais alta da sala da matéria mais foda com as professoras mais bruxas da universidade (minha sala tem mais de 45 alunos nessa matéria, só pra constar), por ter trabalhado numa revista européia escrevendo artigos em inglês e espanhol, por ter aprendido espanhol perfeitamente, por ter dado um grande passo com o italiano e agora só falta aprender a escrever certo e conjugar direito os tempos passados, por ter trabalhado para o Monitor e ter feito algumas matérias realmente boas reconhecidas por muita gente… estas são coisas que com esforço, empenho e dedicação qualquer um pode conseguir, é só querer.

O que mais me deixa orgulhosa é saber que saio daqui com grandes e verdadeiros amigos, grandes contatos profissionais, grandes oportunidades para o futuro, grandes conhecimentos e grandes lições. Além disso, cada vez que visito um país diferente me orgulho mais ainda de ser brasileira, apesar de tudo. Nosso país e nosso idioma nos abrem portas que muitas vezes não nos damos conta ou não damos o valor apropriado… Enfim, posso dizer que eu me sinto muito feliz de voltar com tamanha bagagem. Depois de muitas coisas que eu vi por aqui, me orgulhei ainda mais por ter sabido aproveitar a oportunidade que a universidade me proporcionou (e que eu batalhei pra conseguir, claro), por ter valorizado meu dinheiro gasto (que não foi pouco) e por ter concluído um ano de uma maneira surpreendente.

Agora é hora de voltar para casa e correr atrás dos estresses do próximo semestre!

(Mas confesso que o fato de estar na minha universidade, falando meu idioma, com os professores que eu conheço e com o sistema que estou acostumada, vai me fazer olhar pra tudo isso com oooooooutros olhos…)