Meu espacinho no Estadão

outubro 10, 2011

Oi, gente!

Vou interromper um pouquinho a série de vídeos de Angola para compartilhar com vocês meu espacinho no Estadão. Por enquanto tenho apenas três posts no blog Em Foca, mas, até dezembro, meu portfólio aumenta, hehe.

São eles:

Santo Hermes

A eterna síndrome de Clark Kent (o mais recomendado e, inclusive, twittado pelo Matthew Shirts)

Filosofando com Boris Casoy

É isso. Espero que gostem, comentem lá e recomendem. :)

Beijos e até mais!

Aventuras em Angola – PARTE 2

setembro 15, 2011

Oi, gente!

Hoje vou continuar a série de posts sobre Angola com um descarado CTRL+C CTRL+V de um texto meu já publicado aqui. Não seria mais fácil colar o link? Não, pois o link é protegido por senha e está bloqueado.

Durante minha estada em Angola fui, digamos assim, censurada, e precisei proteger não apenas quem me deu a carta-convite para entrar no país, mas também a mim mesma. Pois é, a barra lá é pesada e verdades nem sempre (leia-se nunca) podem ser ditas. Agora que já passou mais de um ano, eu já fiz meu trabalho e quem me ajudou está seguro, não me importo de escrever minhas reais impressões.

Só as palavras já dão uma boa ideia de como é o lugar, mas nada como um vídeo para concretizar…

(…) Depois de chegar na casa da Eliane, dar uma respirada e tomar um banho, saímos para dar uma volta. Luanda é mais caótica do que eu pensava e aquela história de “a Angola não é tão pobre assim” é coisa de gente que não conhece lugares como a Praça do Catinton e a Praia da Mabunda, no Bairro Camuxiba.

O Catinton é umas das coisas mais impressionantes que eu já conheci. A Medina de Fes, no Marrocos, é um exemplo de organização quando comparada a ele. Pois é, imaginem… A “feira” (acho que pode ser chamada assim) é um aglomerado de gente, barracas e guarda-sois, onde se encontra de tudo, se vende de tudo e se vê tudo. Tudo.

Antes de chegarmos, a Eliane me perguntou “Você tem estômago forte?”, eu respondi que sim. Engano meu. Para começar, o cheiro do lugar é simplesmente indescritível. Tem cheiro de tudo e não tem cheiro de nada. Acho que o odor mais próximo disso que eu já senti foi quando visitei o lixão de Blumenau. De longe, o que mais me impressionou no Catinton foi o “açougue”. Era uma barraca de madeira e lona, com a carne exposta em cima de uns tablados. Tinha vários tipos: frango, carneiro, vaca, boi… E mosca! Muita, mas muita mosca. Não, as carnes não são cobertas por plásticos ou qualquer outra proteção.

Mas é óbvio que o impressionante não é isso. Não? Não! O impressionante é ver os vendedores MATANDO e TIRANDO A PELE dos bichos. Ali, na tua frente. Na barraca mesmo fica um monte de bezerros presos e uma infinidade de galinhas. Aí tu chega ali: “vê esse pra daqui uma hora” (se o que você quiser já não estiver pronto ali em cima da bancada). Lá vai o cara ou a mulher com um machado e PÁ!!!!! Vi quando estavam matando um bezerro: primeiro cortaram a cabeça fora (sangue, sangue, sangue e mais sangue), depois as patas, uma por uma. E em seguida começa a retirada da pele e dos ossos. Até aí nem sei quantos litros de sangue já foram jorrados. E eu que achava que assistir a uma tourada fosse o caminho para o vegetarianismo… HA-HA-HA. Quando a gente acha que já viu de tudo nessa vida sempre tem algo que comprova o contrário. Enfim, o procedimento é esse, e assim é com o frango e outros animais também. Tudo acontece embaixo de um sol escaldante e no CHÃO. Chão do Catinton = areia e lixo, muito lixo.

Quem estava nos guiando lá (porque um estrangeiro não pode nem PENSAR em andar num lugar desses sem um nativo junto) era o motorista da Eliane, o Jojo. Angolano, jovem, refugiado de guerra no Congo e em seguida prisioneiro em Angola, Jojo é um exemplo de quem sabe aproveitar as oportunidades que a vida dá. Hoje tem uma vida tranquila (leia-se “sem ter que fugir para não ser fuzilado”), tem emprego (ser motorista da Schlumberger é um ótimo emprego por aqui) e esboça um sorriso de quem tem a vida perfeita. Quando estávamos no “açougue” do Catinton eu comentei com a Eliane “Gente, que nojo, imagina o tanto de doenças que eles podem pegar comendo isso. Não é à toa que a expectativa de vida daqui é 45 anos…”. Eliane disparou “Ah, mas será que alguém realmente compra carne aqui?” e o Jojo timidamente comentou “Eu e todos os meus conhecidos…”. (…)

Aventuras em Angola – Parte 1

setembro 7, 2011

E aí, pessoal?!

Muitos de vocês sabem que fui para Angola ano passado fazer meu TCC, né? Pois então, revirando meu HD externo, desenterrei vários videozinhos que fiz por lá e resolvi compartilhar com vocês. A maioria deles são curtinhos (dois a três minutos) e, quando é mais longo, eu aviso em que minuto e segundo ele começa a ficar interessante.

Inicio a saga Aventuras em Angola com dois vídeos:

Um que explica o que é meu trabalho e a situação do terceiro país mais minado do mundo (tentem abstrair a minha – péssima – narração, please)…

… E outro que mostras as primeiras imagens de quando cheguei lá, logo após me buscarem no aeroporto de Luanda.

Documentários MUITO legais

setembro 2, 2011

Hey, people!

Quem diria, já estou de volta aqui no blog. Hoje é jogo rápido, quero apenas indicar para vocês alguns filmes muito bacanas que vi ultimamente. Sei que muita gente não curte documentários, acha monótono e coisa e tal, MÃS, sei também que essas pessoas não gostam justamente porque nunca assistiram a um que preste (ou a algum com formato diferente do off/depoimento/off/depoimento/off/ZzZzZzzzzzz….)

Sendo assim, segue uma listinha com filmes imperdíveis (eu disse IMPERDÍVEIS!):

Night Mail (1936) – um filme de John Grierson (a.k.a. O CARA) que narra o funcionamento dos correios na Inglaterra. O documentário tem 25 minutos e mostra todo o caminho que uma carta percorre, desde a postagem até a entrega.

33 (2001) – Kiko Goifman utiliza a linguagem noir para mostrar sua busca pela mãe biológica. O nome do filme se refere a três fatos relativos a esta procura: Kiko decidiu encontrar a mãe aos 33 anos de idade, sua mãe adotiva nasceu em 1933 e a busca durou exatos 33 dias.

À Margem da Imagem (2002) – Este documentário tem duas versões; optem pela curta, de 15 minutos (a longa é bacana, mas um pouco maçante para quem não está acostumado a assistir a filmes do gênero). Só digo uma coisa sobre o filme: Evaldo Mocarzel conseguiu um dos finais mais incríveis do cinema brasileiro.

Santiago (2007) – João Moreira Salles esmiúça em frente as câmeras a vida do homem que foi mordomo de sua família por décadas a fio. O documentário é um recorte de uma obra inacabada e uma verdadeira aula de cinema.

Oma (2011) – Um curta de Michael Wahrmann (que resume a história em “Ela fala alemão, eu falo espanhol. Ela não escuta, eu não entendo.”). Melhor exemplo ever de “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”.

Abaixo, um documentário genial sobre as prostitutas idosas da Praça da Luz. Dica do meu querido Marcelo Cidral:

Por hoje é só, espero que gostem! :)

Três anos

agosto 30, 2011

Há exatos três anos atualizei este blog pela última vez, mas parece que foi, sei lá, ano passado. Só me dou conta de quanto tempo passou ao ler meus posts antigos, pois eu escrevia meio mal naquela época (e ainda tinha a confusão entre português e espanhol na cabeça…). Vendo pelo lado positivo, é muito bom perceber o quanto evoluí textualmente com o passar do tempo.

Muita coisa aconteceu de 2008 para cá: ganhei alguns prêmios de Jornalismo, namorei um cara que eu acho que agora é gay, levei um pé na bunda do mesmo, gostei muito de outro cara, mas fui idiota com ele, fui para Angola, caminhei em campos minados, andei no avião particular de um governador de lá, dei muitas aulas de inglês e espanhol, participei de uma reunião com o Michel Temer e o presidente de Angola em Brasília, perdi meu avô, me formei e me mudei para São Paulo. No meio disso tudo, conheci pessoas incríveis, festei muito com meus novos e antigos amigos, fiz coisas que não lembro (e outras que eu gostaria de não lembrar), trabalhei no Grupo RBS e engordei 7 kg (dos quais só perdi 2,5 até a presente data).

Obviamente, estes foram apenas alguns dos acontecimentos mais marcantes, não sou cretina a ponto de fazer vocês lerem tudo de bom e de ruim que aconteceu comigo ao longo desses mil e tantos dias. Na verdade, ressuscitei este blog por um único e simples motivo: quero compartilhar com vocês as coisas bacanas que venho aprendendo. Quem me acompanha no Twitter sabe que, além das bobeiras e idiotices, eu posto bastante coisa legal. O problema é que não dá para desenvolver um conteúdo lá como é possível fazer aqui.

No momento, duas coisas tomam conta da minha vida: o Curso de Documentário, que iniciei há três semanas na Academia Internacional de Cinema, e o Curso Estado de Jornalismo Aplicado (a.k.a. Trainee do Estadão), que inicio depois de amanhã, no dia 1º de setembro. Estou muito, muito, MUITO feliz com essas duas novas empreitadas e gostaria de dividir com vocês os aprendizados e as coisas legais que passarei a conhecer. Não prometo atualizações diárias (vocês sabem como eu sou, né?), mas prometo posts interessantes sobre Cinema Documentário e minhas aventuras no Jornalismo do Grupo Estado.

That’s all, folks!

O céu é o limite :)

Tanta coisa para compartilhar…

agosto 30, 2008

E tão pouco tempo para escrever! Alguém, por favor, acrescenta umas horinhas no dia?

Red Bull X-Fighters Madrid 2008

julho 23, 2008

Por favor, leiam o post no Pega no meu e se der tempo, comentem lá… (é que quero ganhar um pen-drive hehehehe)

http://peganomeu.wordpress.com/2008/07/23/red-bull-x-fighters-madrid-2008/

Juro que o post e os vídeos valem a pena!

Sem palavras para descrever o Guernica

julho 20, 2008

Desde que estudei sobre a Guerra Civil Espanhola no colégio, fiquei com a imagem no Guernica na cabeça e pensando se algum dia poderia vê-lo pessoalmente. Pois este dia foi ontem. Três das minhas últimas horas em Madrid foram dedicadas ao Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (poderia tranqüilamente ter sido mais horas, mas eu estava correndo contra o tempo) e foi lá que “dei de cara” com o gigante Guernica.

Sim, gigante. O quadro é, pelo menos, 10 ou 12 vezes maior do que eu imaginava (tem 7,77m X 3,49m) e ainda por cima transpassa um turbilhão de sensações enquanto se olha. Havia dois seguranças, um em cada lado do quadro, e o pessoal tem que apreciá-lo a uma certa distância (creio que uns 5 metros). Pessoalmente acho inútil colocar dois seguranças, duvido que alguém tente roubar uma tela desse tamanho hehe

É um quadro incrível, todos deveriam ter a oportunidade de vê-lo de pertinho um dia. Picasso é demais, já estive no Museu Picasso em Málaga (cidade onde ele nasceu) e me fascinava mais a cada sala que entrava. Cubismo é um dos meus estilos de arte favorito, mas o cubismo feito por Picasso é ainda mais especial. É impressionante como o cara consegue transmitir tantos sentimentos através de formas geométricas, que na minha cabeça são tão frias e sem emoção.

Aproveitando, deixo o link de uma artista estadounidense que representou graficamente o Guernica em 3-D. É demais! Além disso, ajuda a entender melhor cada desenho para aqueles que só conseguem enxergar “rabiscos” na tela:

http://www.lena-gieseke.com/guernica/movie.html

Logo, logo mais novidades de Madrid!

A cidade das Artes e das Ciências

julho 14, 2008

Quem vem para a Espanha não pode deixar de conhecer Valencia. Nao só pela famosa gastronomia (nunca comi tanta paella na vida), mas pela união de antiguidade e modernidade que se encontra na cidade (olha, rimou!). A parte do centro histórico me lembrou muito Sevilla, mesmo estilinho: pracinhas, fontes, barzinhos com as mesinhas todas fora, torres, muralhas, igrejas gigantes, muita construção de pedra, etc. Já a parte moderna, JESUISDOCÉUQUEQUEÉISSO!? Simplesmente maravilhosa! É por esse motivo que essa parte da cidade é chamada de “Cidade das Artes e das Ciências”. São quatro construções animalmente animais que necessitam de pelo menos 3 dias para serem conhecidas totalmente. A primeira delas é o “Palau de las Arts” (Palácio das Artes) que tem formato de um olho humano (pensa num prédio com essa forma, cara!), a segunda é o “L’hemisfèric” (onde tem um IMAX dentro =D),  a terceira é o “Museo de las Ciencias Príncipe Felipe” e a quarta é o “L’Oceanogràfic” (uma espécie de Sea World).

Sei que os nomes parecem hora espanhol, hora portugês, hora francês, hora inglês, hora italiano: isso se chama catalão. Em Valencia (além de Barcelona) também utilizam muito o idioma. Os valencianos têm um sotaque agradabilíssimo, os sons dos C e dos S são super engraçadinhos… Além disso, ô povo gentil e educado, MEU DEUS! Não sei se é porque vivi em Sevilla tanto tempo (os andaluzes em geral são uns grossos da porra) ou se porque o povo ali é realmente mais educado que o normal. Em Valencia é cheeeeeeeeeeeeeeeeio de italianos (mais um motivo para passar um tempinho da cidade hehehehe). Muitos deles vieram me pedir informação na rua, eu lá tenho cara de espanhola por acaso?

Valencia também é a cidade onde mais tem pontes sem rio embaixo que eu já vi na vida! Todas as pontes que ligam as duas partes da cidade estão sobre campinhos de futebol e parques (que estão sempre cheios de gente passando tempo). Valencia não está no meu TOP 10 de melhores cidades do mundo (estive em pouco mais de 80), mas com certeza vale a pena visitar!

Viva em Barcelona!

julho 11, 2008

Pela primeira vez na vida consegui fazer o log-in de primeira pra entrar aqui no blog. Minha atividade na blogosfera é tão parada que eu sempre tenho que fazer no mínimo duas tentativas até acertar a senha… O que me inspirou a escrever aqui hoje foi ninguém mais ninguém menos que a Marina. Sim, parei pra ler pelo menos os últimos 30 posts que ela escreveu, o que definitivamente, me inspirou. Como não tenho 1/37 avos do talento dela para escrever sobre mim mesma, minha vida, minhas crises, minhas contradições, vou escrever sobre o que cabe a mim: viagens. Ler os textos dela simplesmente me deram vontade de escrever. Talvez também porque eu esteja me remoendo de vontade de escrever para alguém, mas tô sem coragem. Entao vamos soltar palavras por aqui… Obrigada, Ma.

Começando, eu quero dizer que todo mundo tem que morar em Barcelona por algum tempo. Visitar não basta. A terra dos grandes Gaudi e Mirò é a uma das cidades mais impressionantes que já visitei. As ruas lotadas de gente 24h por dia, as construções impressionantes, a Vila Olímpica, o Parc Güell, o Estádio do Barça (o maior da Europa), o Montjuic, o Porto e claro, a Sagrada Família. Essa merece atenção especial.

Quando me deparei com ela não consegui fechar a boca por pelo uns 3 minutos, fiquei meio sem fala também. A parte construída por Gaudi ainda está intacta, e a parte que está sendo construída nem preciso dizer que é nova, dãr. O final da construção contará com 18 torres, 12 representando os apóstolos, 3 representando a Santíssima Trindade e 3 representando a própria Sagrada Família. Por enquanto a Igreja conta com 8 torres e Gaudi levou 40 anos construindo a parte dele. Com essas informações dá pra imaginar que ainda falta muuuuuuuito pra ficar pronta… A construção atual é feita com doações anônimas, com o dinheiro da entrada que se paga pra ver a igreja por dentro e com uma parte do dinheiro público, quando “sobra” pra isso. 

Quando eu vejo coisas desse tipo entro em crise (ultimamente tô percebendo que tudo me faz entrar em conflito comigo mesma): acho um absurdo gastar tanto dinheiro com uma construção enquanto morre tanta gente de fome no mundo ou admiro um governo que além de manter a qualidade de vida do seu povo ainda tem dinheiro pra investir num troço desse?  Vaya tela! Como diriam os espanhóis…

Voltando a Barcelona, as praias são incríveis, as pessoas são incríveis, o catalão é incrível e o sotaque deles falando espanhol é a coisa mais fofa desse mundo! Imagine São Paulo, com 10 vezes menos gente, com construções 10 vezes mais bonitas, com praias 10 vezes melhores e com gente de 10 nacionalidades diferentes em cada esquina. É simplesmente O MÁXIMO! Uma cidade cosmopolita, que não dorme, que tem absolutamente tudo que se pode querer numa cidade e que ainda tá ali pertinho da França, pra quando você quiser dar uma voltinha em Lyon ou em Paris…

Recomendo o passeio com o ônibus turístico que tem 3 rotas (uma pelo norte, uma pelo sul e uma pelo leste da cidade) com mais ou menos 22 paradas em cada rota (você pode subir e bajar do bus quando quiser). Além de conhecer a cidade toda, ainda te dão um monte de descontos para as atrações da cidade e pra uma penca de restaurantes. Recomendadíssimo!

Agora fico por aqui, são 1h38min e amanhã cedo me vou de compras!!!


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