O dia em que eu pisei na África (2)

By Gabriela Azevedo Forlin

O tour pela cidade de Tanger me deixou simplesmente boquiaberta. Uma voltinha de aproximadamente 40 minutos no nosso ônibus foram suficientes para me deixar com vontade de voltar àquela cidade um dia. Ao passar pelo centro, moderno e bonito, já me deparo com o que não estou acostumada a ver: muitos homens pelas ruas e poucas mulheres. Além disso, todas (sem exceção) com o lenço na cabeça e muitas delas com o rosto também tampado. Ao passar pelo consulado espanhol, duas filas gigantes de pessoas esperando atendimento para tentar conseguir o visto para a Espanha, isso pra mim já é algo familiar. Portadora de passaporte brasileiro, sempre enfrentei longas filas à espera de conseguir um visto para um país desenvolvido.

Subindo até zona rica da cidade, que está numa parte super alta, tive uma das vistas mais bonitas que já apreciei. O céu azul e limpo e o sol radiante também ajudaram, mas aquele marzão de água azul profundo é bonito até em dia de chuva (pude comprovar na volta). Mas não foi a beleza natural que mais me impressionou nessa parte da cidade, foram as construções. Nosso guia local, Mohammed, sabia exatamente de quem era cada palácio e cada vez que ele falava eu ficava simplesmente de cara. Eu não tenho palavras para descrever o tamanho daquelas construções; só para vocês terem uma idéia, um dos palácios (esse era de um dos todo poderosos da Arábia Saudita) tinha um estacionamento com espaço para 50 (sim, CINQÜENTA) limousines (não sei como se escreve…). Vocês tem noção do que é isso? E era só o estacionamento… Os outros palácios eram em sua maioria dos árabes poderosos do petróleo, mas também tinha o palácio do Rei de não sei onde, do Príncipe de não sei o que (que às vezes passam anos sem pisar no local). Até o atual Rei da Espanha, Don Juan Carlos, morou alí no bairrinho pobre durante 13 anos. Os palácios desse bairro me deixaram mais impressionadas do que as mansões do canal de Miami que visitei uma vez de barco (onde está a casa do Silvio Santos, da Xuxa, do Al Capone…). Não só pela sintuosidade, exagero e tamanho, mas principalmente porque eu não imaginava que havia gente TÃO rica na África…

Saindo de Tanger fomos para Volubilis, cidade romana onde as ruinas são um espetáculo. Os mosaicos ainda intactos e as colunas das ordens coríntians, dóricas e jônicas são simplesmente demais. Apesar do calor, as duas horas de caminhada em meio as ruinas valeram muito a pena! Na verdade o que mais me divertiu foi o guia desse passeio. Um carinha muito engraçado que falava itañol, portuñol e spanglish, morri de rir com ele!

Saindo de Volubilis fomos diretamente a Mekness, onde tivemos uma vista panorâmica da cidade e depois visitamos os mercadillos, uma mezquita (tirar os sapatos pra entrar pra rezar é uma coisa que eu nunca iria me acostumar eu acho…) e o centro. Mais uma vez, os bares cheios de homens sentado na porta bebendo seus cafés e nenhum, NENHUMA, mulher com eles. Já a mesquita estava cheia delas. As que estavam na rua, como já havia visto em Tanger, estavam super cobertas, mas dessa vez ainda vi algumas jovens que se vestiam ao estilo ocidental…

Saindo de Mekness fomos para o hotel em Azrou que fica no meio Atlas. Chegando ali, banho, janta, cama.

(CONTINUA…)

3 Respostas para “O dia em que eu pisei na África (2)”

  1. Larissa Tietjen Disse:

    sim, fico de cara só de imaginar…

  2. Mariane Clarice Hasckel Disse:

    ahá
    nesse post apenas uma palavra em espanhol
    uhuuul HAHAHA
    ‘mercadillos’ mercadinhos??

    =**

  3. Mariane Clarice Hasckel Disse:

    aliás aquele palácio pra estacionamento de 50 limosines é meu
    50 limosines pq eu tenho 5 filhos né daí 10 vagas pra cada um =D

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