Depois que comecei a estudar Jornalismo e virar amante dos documentários sobre países pobres e dos filmes no estilo “Tiros em Ruanda”, “Diamante de Sangue”, “A Cor Púrpura” e afins, me tornei também uma aficionada pela África. África em seu sentido mais amplo: continente, cultura, comida, guerras, pobreza, religião, economia, pessoas, enfim, tudo!
Quando soube que viria a Espanha não pensei duas vezes em planejar ao menos uma viagem ao continente mais pobre do mundo. Sevilla está quase alí, apenas 3 horas de ônibus do estreito de Gibraltar que nos leva diretamente ao solo africano através do Ferry. Navegando pela Inernet e vendo alguns cartazes pendurados pelas paredes da universidade descobri vários pacotes interessantes de agências que fazem viagens a África. Por questões financeiras (apesar de não ter sido suuuuuuuper barato), geográficas e pessoais (sim, eu assisti O Clone) escolhi ir para o Marrocos. Quatro noites e cinco dias (que por motivos de força maior se estenderam para cinco noites e seis dias). O roteiro incluia vários lugares interessantes como Tanger, Fez, Volubillis, Meknes e, o principal motivo por eu ter ido, o deserto do Saara.
Peguei o ônibus às 5h30min en Sevilla para chegar a Tarifa e tomar o Ferry as 9h (ou 10h, agora mão me lembro…). Chegando no porto, passamos pela imigração, deixamos a mala no térreo do Ferry Fast e logo partimos a caminho do porto de Tanger. Céu azul, vento primaveral, sol radiante, pouco vento no estreito e o um dos mares mais azuis que eu já vi na vida. O dia estava simplesmente perfeito. Dentro do barco nossa única tarefa era “sellar” os passaportes com o carimbo de entrada ao Marrocos. Quarenta minutos depois de partir, chegamos a Tanger.
A saída foi um pouco caótica com um montão de gente de empurrando, pisoteando, gritando, brigando e etc. Mas nada que tirasse a minha empolgação de estar ali, sob o céu e sobre o solo que eu tanto desejei estar. Como fui com um grupo de pessoas, não me senti perdida e mal vista em nenhum momento, afinal não era só para mim que as pessoas dalí olhavam com cara esquisita.
Saída do Ferry, trocar Euros por Dyrham (a moeda local, que vale aproximadamente 11,24. Ou seja 1 euro = 11.24 Dyrhams. Por um momento me senti rica!), conhecer o guia local, Mohammed, que nos acompanhou por toda a viagem juntamente com o guia espanhol, pegar o ônibus e partir para a visita a Tanger.
Nesse dia começou minhas surpresas, e eu nunca pensei que pudesse ver tanta beleza em um país tão discriminado pelos espanhóis.
(CONTINUA…)
Tags: Marrocos
Abril 10, 2008 às 3:09 pm |
Lola, estás realizando um sonho por mim!
Aliás, quando EU for pra África, juro que te mando um postal!
Aproveitaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa tudo.
Enquanto isso, a gente se mata aqui de tanto estudar e se estressar com os professores oO Beijo!
Abril 10, 2008 às 3:11 pm |
¡¡Quiero saberlo todo de tu viaje!! El viernes me pones al día ;-)
Besos*
Abril 10, 2008 às 10:47 pm |
ok achei suuuuuuuper legal tu contar um pedacinho mínimo da viagem ¬¬
oo desgramada queres escrever novelas que ficas criando suspense??
=**
Abril 18, 2008 às 8:11 pm |
Pô, será que no Marrocos o nome Mohammed é como Silva por aqui no Brasil?