Como dizem por aí “alegria de pobre dura pouco”. Não, não deu nada errado, mas também não tão certo quanto eu gostaria. Deixa eu tentar explicar: quando você vai a um país tem duas opções: pegar o visto no seu próprio país ou ganhar o visto na imigração na hora que chega ao destino. Com exceção de quando fui aos Estados Unidos e a Austrália, sempre optei pela segunda opção. O negócio é o seguinte: como vou estudar em uma universidade espanhola, tenho que ter o visto de estudante – que, teoricamente, eu tiro aqui no Brasil. Mas agora quando meu passaporte chegou com aquela página lindamente estampada, carimbada, selada e timbrada pelo cônsul espanhol, veio a surpresa: visto para três meses. Ou seja, POR QUE DIABOS fazer toooooooooooooooooodo aquele processo, gastar dinheiro que não tá sobrando e se desgatar em viagens pra ganhar 3 meses? Sendo que quando você chega no país ganha automaticamente 90 dias para ficar… (chama-se visto de visitante ou de turista). O que eu (e todo os outros intercambistas) temos que fazer é ir a Polícia de Imigração e fazer o visto de estudante LÁ – que vai durar 6 meses e eu vou ter que pagar mais uma bagatela de algumas centenas de euros. E, pra melhorar, 6 meses depois tem que renovar novamente (não, isso não foi um pleoasmo)… Absurdo, não? Se tivessem dito antes, simplesmente chegaríamos na Espanha como visitantes e lá tiraríamos o bendito “student visa”. Vou te contar, viu!
Revoltas a parte, estou ansiosa para chegar lá! Visitando a página da universidade descobri que lá há um acelerador de partículas, um medidor de radiação de beta, uma centrífuga de céluas e um difractômetro de raios X. Não bastasse isso, eles tem um centro inteiro de polícia científica e perícia forense, curso superior mesmo, manjam? Acho que deixarei o Jornalismo de lado…



